Uma das regiões mais comuns — e mais difíceis de perceber
As estrias no bumbum são uma daquelas marcas que muita gente tem, mas nem sempre percebe. Diferente das estrias na barriga ou nos seios, que costumam ser notadas rapidamente, as estrias na região glútea podem passar despercebidas por um bom tempo — simplesmente porque é uma área que a gente não observa com tanta frequência.
Mas quando você finalmente nota, seja ao se olhar no espelho, ao vestir um biquíni ou ao trocar de roupa na academia, pode vir aquele susto. A verdade é que o bumbum é uma das regiões do corpo mais propensas ao surgimento de estrias, e existem razões anatômicas e fisiológicas bem claras para isso.
O mais importante: você pode — e deve — cuidar da pele dessa região. E quanto antes começar, melhores os resultados.
Por que o bumbum é tão vulnerável a estrias?
A região glútea reúne uma combinação de fatores que a tornam um terreno fértil para o surgimento de estrias:
Anatomia do glúteo máximo
O glúteo máximo é o maior músculo do corpo humano. Ele forma a maior parte do volume do bumbum e é responsável por movimentos fundamentais como caminhar, correr, subir escadas e levantar da cadeira. Quando esse músculo cresce — seja por exercícios físicos ou por ganho de peso — a pele que o recobre precisa se expandir rapidamente.
Acúmulo de gordura localizada
O bumbum é uma das regiões de maior depósito de gordura no corpo feminino, influenciado pela ação do estrogênio. Esse acúmulo pode variar ao longo da vida — na puberdade, gravidez, uso de anticoncepcionais ou simplesmente por mudanças na composição corporal — e cada ciclo de expansão e retração da gordura subcutânea estressa as fibras de colágeno da derme.
Tensão mecânica constante
A pele do bumbum sofre tensão mecânica constante: ao sentar, ao se exercitar, ao subir escadas. Essa tensão contínua, somada a episódios de estiramento rápido, aumenta o risco de ruptura das fibras elásticas.
Características da pele na região
A pele da região glútea tem espessura intermediária e está sujeita a atrito constante com roupas. A combinação de umidade (por ser uma área coberta), atrito e estiramento cria condições que podem comprometer a integridade das fibras dérmicas.
Estrias no bumbum na puberdade vs. na vida adulta
O momento em que as estrias aparecem faz diferença tanto na aparência quanto na abordagem de cuidados:
Na puberdade
Durante a adolescência, o corpo feminino passa por uma redistribuição de gordura mediada por hormônios, com aumento significativo do volume dos quadris e glúteos. Esse crescimento rápido é uma das causas mais frequentes de estrias no bumbum em adolescentes. A boa notícia é que a pele jovem tem maior capacidade de regeneração, e estrias que surgem nessa fase podem melhorar naturalmente com o tempo — especialmente quando recebem cuidados adequados desde cedo.
Na vida adulta
Em adultas, as estrias no bumbum costumam estar associadas a ganho de peso, gestação ou treinos intensos de musculação focados em glúteos. Nesse caso, a capacidade de regeneração da pele é menor do que na adolescência, e os cuidados precisam ser mais consistentes e direcionados.
Estrias vermelhas vs. brancas na região glútea
Entender em que estágio estão as suas estrias é fundamental para escolher os melhores cuidados:
Estrias vermelhas (rubras)
As estrias vermelhas são recentes e ainda apresentam atividade inflamatória. Sua coloração — que pode variar de rosa a arroxeada — indica que há fluxo sanguíneo e processos de remodelação ativa na pele. Essa é a melhor fase para agir, porque a pele ainda está respondendo e os ativos tópicos têm maior chance de promover resultados visíveis.
Estrias brancas (albas)
As estrias brancas são cicatrizes maduras. O processo inflamatório já cessou, e as fibras de colágeno rompidas foram substituídas por tecido cicatricial. Elas são mais difíceis de melhorar apenas com cuidados tópicos, mas não é impossível. Cuidados consistentes com ativos como centella asiática e rosa mosqueta podem suavizar a aparência e melhorar a textura da pele, enquanto cremes específicos para estrias brancas podem ajudar a uniformizar o tom.
Ativos recomendados para estrias no bumbum
A região glútea tolera bem uma variedade de ativos, já que a pele é mais resistente do que em áreas como seios ou rosto. Aproveite isso a seu favor:
Centella asiática
A centella asiática é o ativo estrela quando o assunto é estrias. Seus triterpenos — asiaticosídeo e madecassosídeo — estimulam a produção de colágeno e auxiliam na reorganização das fibras dérmicas. Estudos clínicos publicados na International Journal of Dermatology demonstraram melhora significativa na aparência de estrias com uso tópico de extratos de centella.
Algisium C (metilsilanol manuronate)
O Algisium C é um derivado orgânico de silício que atua na reestruturação do tecido conjuntivo. Ele auxilia na síntese de colágeno e elastina, contribuindo para a firmeza e elasticidade da pele. É um ativo bastante utilizado em formulações profissionais para cuidado de estrias e flacidez.
Óleo de rosa mosqueta
O óleo de rosa mosqueta é rico em ácidos graxos poli-insaturados — especialmente ácido linoleico (ômega-6) e ácido alfa-linolênico (ômega-3) — que são essenciais para a regeneração celular e a manutenção da barreira cutânea. Sua composição também inclui carotenoides e vitamina E, que conferem ação antioxidante.
Esfoliantes (ácidos e mecânicos)
A esfoliação regular é especialmente importante na região glútea. A pele do bumbum tende a acumular células mortas por estar constantemente coberta e sujeita a atrito. Um bom esfoliante corporal ajuda a remover essa camada opaca, estimular a renovação celular e melhorar a absorção dos ativos que você aplica em seguida.
Vitamina E e manteiga de karité
Emolientes ricos como vitamina E e manteiga de karité ajudam a manter a pele nutrida e flexível, reduzindo o risco de novas rupturas dérmicas em períodos de mudança corporal.
A importância da esfoliação para renovação celular na região
Se tem um passo que faz diferença de verdade nos cuidados com estrias no bumbum, é a esfoliação. E não é exagero.
A pele da região glútea tende a ser mais espessa e a acumular queratina na superfície, especialmente por ficar coberta a maior parte do tempo. Esse acúmulo de células mortas cria uma barreira que:
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Deixa a pele com aspecto opaco e sem vida
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Dificulta a absorção de cremes e óleos hidratantes
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Retarda o processo natural de renovação celular
Ao esfoliar a pele do bumbum regularmente (2 a 3 vezes por semana), você remove essa camada superficial e abre caminho para que os ativos do seu creme para estrias penetrem com mais eficiência.
Dica: Prefira esfoliantes com grânulos de origem natural (como sementes de apricot ou açúcar cristal) para uma esfoliação mecânica eficaz, ou aposte em ácidos suaves como ácido lático e ácido glicólico em baixas concentrações para uma esfoliação química mais uniforme.
Rotina de cuidados específica para glúteos
Aqui vai uma rotina completa que você pode incorporar no seu dia a dia:
Diariamente (manhã ou noite)
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Limpeza: Lave a região com um sabonete suave e sem sulfatos agressivos. Água morna é ideal — evite água muito quente, que resseca a pele.
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Hidratação intensiva: Aplique um hidratante corporal potente, com centella asiática e ácido hialurônico, massageando em movimentos circulares ascendentes por pelo menos 2 minutos.
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Nutrição com óleo: Finalize com algumas gotas de óleo de rosa mosqueta para selar a hidratação e nutrir profundamente a pele.
2 a 3 vezes por semana
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Esfoliação: Antes da hidratação, use um esfoliante corporal com movimentos circulares suaves. Foque nas áreas com estrias e na pele ao redor, sempre sem pressão excessiva.
Semanalmente
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Máscara hidratante: Uma vez por semana, aplique uma camada generosa de creme ou óleo na região, cubra com filme plástico (técnica de oclusão) e deixe agir por 20-30 minutos. A oclusão potencializa a penetração dos ativos.
Exercícios e estrias no bumbum: agachamento e musculação
Uma dúvida muito comum: treinar glúteos piora as estrias? A resposta é: depende.
O paradoxo do treino de glúteos
O treino de musculação focado em glúteos — com exercícios como agachamento, hip thrust, stiff e elevação pélvica — promove a hipertrofia do glúteo máximo. Esse aumento de volume muscular é desejado esteticamente, mas pode causar estiramento rápido da pele e surgimento de novas estrias.
Como minimizar o impacto
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Ganho progressivo: Evite aumentar a carga de treino de forma abrupta. O princípio da progressão gradual não é bom apenas para os músculos — é essencial para a pele também.
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Hidratação pré e pós-treino: Aplique hidratante antes e depois do treino. A pele hidratada é mais elástica e resistente ao estiramento.
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Nutrição adequada: Uma alimentação rica em vitamina C, zinco e proteínas de qualidade fornece os aminoácidos necessários para a síntese de colágeno.
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Suplementação de colágeno: Estudos preliminares sugerem que a suplementação oral de peptídeos de colágeno hidrolisado pode contribuir para a elasticidade da pele, embora mais pesquisas sejam necessárias.
O exercício físico, no geral, é positivo para a saúde da pele — melhora a circulação, oxigenação e nutrição dos tecidos. O segredo está em acompanhar o crescimento muscular com cuidados tópicos constantes.
Perguntas frequentes
Estrias no bumbum são mais difíceis de clarear?
Não necessariamente. A pele da região glútea tolera bem ativos mais potentes e responde bem à esfoliação regular. O que pode dificultar é o fato de muitas pessoas só perceberem as estrias quando já estão na fase branca (alba). Quanto mais cedo você começar os cuidados — idealmente na fase vermelha — melhores e mais rápidos serão os resultados.
Celulite e estrias no bumbum estão relacionadas?
São condições diferentes, mas podem coexistir na mesma região. A celulite envolve alterações na distribuição de gordura e no tecido conjuntivo, enquanto as estrias são cicatrizes por ruptura de fibras dérmicas. Os cuidados para ambas podem se complementar: a esfoliação e a hidratação profunda beneficiam tanto a aparência da celulite quanto das estrias.
Posso usar bucha vegetal para esfoliar as estrias do bumbum?
Pode, mas com moderação. A bucha vegetal oferece uma esfoliação mecânica que ajuda na renovação celular, mas use com movimentos suaves e sem pressão excessiva. Estrias recentes (vermelhas) são mais sensíveis e podem irritar com esfoliação muito agressiva. Alterne com esfoliantes de grânulos finos para uma abordagem mais controlada.
Referências
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